segunda-feira, 30 de agosto de 2010

poesias

Matemática do Amor

Queres saber o quanto te amo?
Pois prepara-te, que vou te ensinar.
O cálculo do amor, com duas operações se dá.
Adição e multiplicação, com elas é que vamos calcular.

Pegue lápis e papel.
Estás pronta pra começar?
Tome nota, porém não vacile
Nos detalhes que vou lançar.

Vamos começar pela adição.
Comece a somar todas as estrelas do infinito céu.
Ao terminar, adicione ao produto de seu esmero
O valor correspondente aos grãos de areia das praias do mundo inteiro.
Anote tudo, grave os dados no papel.

Terminaste o primeiro passo?
Não acabou ainda tua lição.
Inda falta uma parte para concluir a operação.
Multiplique o valor que tens à totalidade de gotas
Que formam o vasto oceano.
Estamos quase no fim, falta pouco para a conclusão.

O resultado final que obtiveste, é o que procuras.
Tens nas mãos a dimensão expressa.
Este número que tens (ou imaginas) é a resposta à tua indagação.
Tens - em quilômetros - do meu amor a dimensão.

Quero fazer, por fim, uma observação:
Grãos de areia, gotas de oceano e estrelas do céu não são passíves de números,
Pois o seu valor é de irreal inquisição,
Por ninguém poderia ser mensurado.
Logo, o tamanho do meu amor por você
E impossível de ser calculado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como foi inventada a calculadora?


A palavra "cálculo" tem sua origem no termo latim para "pedra". Acredita-se que elas tenham sido um dos primeiros instrumentos utilizados pelo homem para calcular. Na verdade, acredita-se que a prática de reorganizar as pedras em colunas deu origem à primeira calculadora, o ábaco, que se originou na China no século VI a.C.
O ábaco tem, no entanto, uso limitado e, nos 24 séculos seguintes, foi o único e principal mecanismo existente para calcular. A ciência dos cálculos permaneceu um trabalho enfadonho e tedioso, geralmente impedindo o progresso científico. Isto tinha especial significado na área da astronomia, onde cômputos estupendamente enormes eram necessários para determinar as órbitas e os movimentos dos planetas. Realizados inteiramente à mão, tais cálculos levavam anos para serem completados pelos matemáticos.
A primeira máquina de somar de verdade foi construída em 1642 pelo francês Blaise Pascal (1623-62), filho de um cobrador de impostos. Filósofo e matemático, Pascal cresceu observando seu pai ocupado em horas de cálculos tediosos. Determinado a reduzir o trabalho do pai (e possivelmente o seu próprio no futuro, pois também pensava em se tornar um cobrador de impostos), construiu aos 19 anos um aparelho automático que, girando suas pequenas rodas, adicionava e subtraía. Por mais precisa e rápida que fosse para sua época, a máquina de calcular de Pascal nunca foi bem aceita: os funcionários, cujo ganha-pão advinha de cálculos à mão, viram no dispositivo uma ameaça a seu trabalho e se recusaram a usá-lo.
Em 1671, o matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz (co-inventor do cálculo com Isaac Newton) construiu um mecanismo, a "roda graduada", capaz de fazer as quatro operações fundamentais e ainda extrair raiz quadrada. O cartão perfurado foi criado na primeira metade do século XVIII, mas a aplicação de seu princípio à máquina de calcular só se deu em 1880, por iniciativa do americano Herman Hollerith (1860-1929), que trabalhava no departamento de recenseamento dos Estados Unidos e estava preocupado com a quantidade de informações que precisava ser gravada e processada. Ele abriu sua própria empresa em 1896 e, ao lado de dois sócios em 1924, fundou a IBM (International Business Machines).

Quem inventou a matematica?

Uma das coisas mais difíceis quando a gente estuda matemática é decorar fórmulas! Sabe qual a fórmula matemática mais famosa de todas? É uma que se escreve assim: E = mc2.


Quem a inventou foi um físico e matemático genial chamado Albert Einstein. Olhando um raio durante uma tempestade, ele decidiu estudar a luz. Então, descobriu que a energia (E) é igual à massa (m) multiplicada pela velocidade da luz (c) elevada ao quadrado. Complicado? .

Einstein também elaborou a Teoria da Relatividade e concluiu que o espaço e o tempo são curvos! Parece loucura, mas a física mudou completamente depois dos estudos desse maluco genial.

O mais engraçado é que Einstein foi uma criança problemática. Não falava até os 3 anos, aos 7 ia mal na escola e aos 9 seus pais achavam que ele tinha problemas mentais. Às vezes, os gênios demoram mesmo para ser compreendidos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O que é algebra?

Em matemática, álgebra é o ramo que estuda as generalizações dos conceitos e operações de aritmética. Hoje em dia o termo é bastante abrangente e pode se referir a várias áreas da matemática.

Classificação
De uma forma geral podemos organizar a álgebra como:

Álgebra universal
Álgebras abstratas
Álgebra elementar
Álgebra Computacional
Álgebra Linear

História

As origens da álgebra se encontram na antiga Babilônia,[1], cujos matemáticos desenvolveram um sistema aritmético avançado, com o qual puderam fazer cálculos algébricos. Com esse sistema eles foram capazes de aplicar fórmulas e calcular soluções para incógnitas para uma classe de problemas que, hoje, seriam resolvidos como equações lineares, equações quadráticas e equações indeterminadas. Por outro lado, a maioria dos matemáticos egípcios desta Era e a maioria dos matemáticos indianos, gregos e chineses do primeiro milénio a.C. normalmente resolviam estas equações por métodos geométricos, como descrito no Papiro Rhind, Sulba Sutras, Elementos de Euclides e Os Nove Capítulos da Arte Matemática. Os estudos geométricos dos gregos, consolidado nos Elementos, deram a base para a generalização de fórmulas, indo além da solução de problemas particulares para sistemas gerais para especificar e resolver equações.

Os primeiros artigos registrados de álgebra foram achados no Egito em 2000a.C, mas quem realmente a desenvolveu foi o antigo Islã. O nome "Álgebra" surgiu do nome de um tratado escrito por Al-Khwarizmi, um matemático persa nascido por volta de 800 d.C. em Khwarizmi, atualmente no Uzbequistão, e que viveu em Bagdá na corte do Califa Al Manum.

Al-Khwarizmi é considerado o fundador da álgebra como a conhecemos hoje. Seu trabalho entitulado: Al-Jabr wa-al-Muqabilah, isto é O livro sumário sobre cálculos por transposição e redução era um trabalho extremamente didático e com o objetivo de ensinar soluções para os problemas matemáticos cotidianos de então. A palavra Al-jabr da qual álgebra foi derivada significa "reunião", "conexão" ou "complementação". A palavra Al-jabr significa, ao pé da letra, a reunião de partes quebradas. Foi traduzida para o latim quase quatro séculos depois, com o título Ludus Algebrae et Almucgrabalaeque. Na data de 1140, Robert de Chester traduziu o título árabe para o latim, como Liber Algebrae et almucabala. No século XVI é encontrado em inglês como Algiebar and Almachabel, e em várias outras formas, mas foi finalmente encurtado para Álgebra. As palavras significam "restauração e oposição".

No Kholâsat Al-Hisâb ("Essência da Aritmética"), Behâ Eddin (cerca de 1600 dC) escreve: "O membro que é afetado por um sinal de menos será aumentado e o mesmo adicionado ao outro membro, isto sendo álgebra; os termos homogêneos e iguais serão então cancelados, isto sendo al-muqâbala".

Os mouros levaram a palavra al-jabr para a Espanha, um algebrista sendo um restaurador ou alguém que conserta ossos quebrados. Por isso em Dom Quixote (II, cap. 15) é feita menção a "um algebrista que atendeu ao infeliz Sansão". Em certo tempo não era raro ver sobre a entrada de uma barbearia as palavras "Algebrista y Sangrador" (Smith, Vol. 2, páginas 389-90).

O uso mais antigo da palavra álgebra no inglês em seu sentido matemático foi por Robert Recorde no The Pathwaie to Knowledge (O Caminho para o Conhecimento) em 1551: "Também a regra da falsa posição, que traz exemplos não somente comuns, mas alguns pertinentes à regra da Álgebra".

Álgebras (no plural) aparece em 1849 no Trigonometry and Double Álgebra ("Trigonometria e Dupla Álgebra") de Augustus de Morgan: "É mais importante que o estudante tenha em mente que, com uma exceção, nenhuma palavra ou sinal de aritmética ou álgebra tem um átomo de significado ao longo deste capítulo, cujo objeto são os símbolos, e suas leis de combinação, dando uma álgebra simbólica (página 92) a qual pode daqui em diante se tornar a gramática de cem álgebras significativas e distintas" [Coleção de Matemática Histórica da Universidade de Michigan].

A expressão "uma álgebra" é encontrada em 1849 no Trigonometry and Double Álgebra ("Trigonometria e Dupla Álgebra") de Augustus de Morgan: "A linguagem ordinária tem métodos de assinalamento instantâneo de significado a termos contraditórios: e assim ela tem analogias mais fortes com uma álgebra (se houvesse uma tal coisa) na qual estão pré-organizadas regras para explicar novos símbolos contraditórios à medida em que surgem, do que em uma {álgebra} na qual uma única instância deles demanda uma imediata revisão de todo o dicionário" [Coleção de Matemática Histórica da Universidade de Michigan].

Começou a ser usada na Europa para designar os sistemas de equações com uma ou mais incógnitas a partir do século XI.

Notação Algébrica
A notação algébrica utilizada hoje normalmente por nós começou com François Viète e foi configurada na forma atual por René Descartes. Assim, os processos para achar as raízes de equações dos babilônios, gregos, hindus, árabes e mesmo dos algebristas italianos do século XV eram formulados com palavras e as vezes até com versos (Índia).